Da gestão de médicos à gestão de pontos-chave

Reflexões baseadas na nossa experiência


Neste breve artigo temos como objectivo proporcionar algumas ideias chave para poder enfrentar os desafios da indústria farmacêutica em matéria de comercialização de medicamentos.

Autores:
 
 
 •Lluís Triquell. Sócio-Director. Director da Unidade de Bioindústrias e Farmácia. Antares Consulting
 •Dolores Mateos. Sócia-Directora. Directora da Unidade de Bioindústrias e Farmácia. Antares Consulting
 • Rafael Borràs. Sócio-Director. Director da Unidade de Bioindústrias e Farmácia. Antares Consulting

 

O que está ocorrendo hoje na área da saúde já era previsível, há dez anos. Ainda que de formas diferentes, tanto nos Estados Unidos como nos principais países europeus, a convergência de políticas farmacêuticas seguem as mesmas tendências.
 
As regras que regem os sistemas de saúde na Europa, assim como as modalidades de gestão dos serviços de saúde e a sua evolução, teriam que conduzir à actual situação, que para além da crise que hoje nos afecta, dentro de uns anos, veremos como conjuntural. Não obstante,  perdurarão as políticas farmacêuticas que irão procurar manter a despesa em medicamentos  dentro dos limites assumíveis pelos financiadores.

 

Se pensava que os dois Decretos Reais (Espanha) de 2010 constituíam um ponto final nesta matéria, já se pode comprovar que o ano de 2011 está a ser bastante pior. No entanto, o que está a acontecer era inevitável num contexto de crescimento da despesa, e não apenas em medicamentos, muito acima das possibilidades de um país que acreditava ser rico e, afinal, era gastador. A eficiência do sistema está na melhoria  da produtividade dos serviços de saúde, através da qual poderemos obter uma redução de mais de 10% da despesa total.
 
No entanto, é fácil implementar medidas orientadas para a oferta, como sempre, com um desprezo absoluto para com o papel importante que esta indústria desempenha. Mas, as lamentações já não adiantam. Se não foi feito o “trabalho de casa” a tempo, agora  temos que o fazer em tempo útil, e fazê-lo bem.
 
Nas  empresas farmacêuticas com as quais temos trabalhado nos últimos doze anos, temos encontrado profissionais competentes e com muito talento, mas com uma actuação muito condicionada pelas estruturas centrais, que impõem estratégias com alinhamento internacional, muito distantes da realidade espanhola. Assim, as grandes multinacionais convertem-se em organizações burocráticas e pouco ágeis, dispersas em análises e controlo, com estratégias a muito curto prazo, e  cada vez mais próximas do modelo de decisão dos organismos governamentais.

 

As propostas que formulamos estão adaptadas a essas grandes organizações “pesadas”, assim como a empresas de média e pequena dimensão, proactivas, que têm um modelo de negócio estruturado, capazes de o implementar, e que estão dispostas a realizar um esforço para adaptar-se a uma realidade que não vai mudar, pelo contrário, irá acentuar-se. (...)

 

(ver artigo completo no link em anexo)


Fonte: Antares Consulting
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